Água, um direito de todos

Que a questão da água em nosso planeta é séria ninguém mais duvida. A escassez da água foi definida pela Unesco como o problema ambiental mais grave do século.

Algumas pessoas, além de estarem conscientes, já estão mudando seu dia-a-dia pra economizar esse valioso bem, fechando a torneirinha ao escovar os dentes em casa, ou ao lavar as mãos no escritório, por exemplo.

A maioria já ouviu falar, mas não sentiu a ficha cair. Ou não quer ter o mini-ônus de mudar seus hábitos. Muitos ainda acham que a escassez de água é coisa que não nos atinge diretamente, aqui no Sul do Brasil, que a ONU e países "desenvolvidos" podem muito bem resolver o assunto.

Pois bem, aqui no Rio Grande do Sul, o problema de escassez de água é sério há décadas. De tempos em tempos enfrentamos estiagem e até racionamento de água. Isso nos atinge em casa, no lugar onde trabalhamos e estudamos. E está diretamente relacionado à forma como consumimos água ou tratamos os recursos hídricos. Se você não sabia, não lembra ou acha que é exagero, pesquise e selecione suas fontes. Comece buscando na internet, dados do mundo e aqui do estado.

Uma iniciativa muito bacana é o Projeto Água Limpa. Liderado pela Família Bündchen, o projeto está sendo viabilizado com o apoio da sociedade civil, entidades públicas e privadas. O piloto acontece em Horizontina e Tucunduva (RS), com o objetivo de recuperar a mata ciliar das microbacias dos Lajeados Pratos e Guilherme, promover a preservação das nascentes e implementar ações de gestão ambiental sustentável. Pra ter uma idéia da dimensão do projeto, o governo estadual disponibilizou 130 mil mudas de árvores nativas e providenciará o plantio e conservação na região. E esta é apenas uma das diversas ações previstas para reverter a situação na região.

Saiba mais no Blog da Gisele e no site do Projeto Água Limpa.

Super - ou mini - mercados verdes

Recebi de uma amiga um release divulgando o primeiro supermercado verde da América Latina, de uma grande rede nacional. Nada de green-washing: a loja é sustentável desde o prédio até o mix de produtos oferecidos ao consumidor. A construção é baseada nos padrões LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) e os funcionários receberam treinamento em ações sócio-ambientais, por exemplo.

Resolvemos mencionar esta iniciativa aqui porque identificamos ações que mercados de bairro poderiam fazer, sejam mini, pequenos ou médios.


Coleta de Lixo Seco
A comunidade leva seu lixo separado e coloca nos containers. Cada um no seu quadrado :) Plástico, papel, metal, vidro e óleo de cozinha. O supermercado armazena um certo volume de material e depois encaminha tudo separado para as cooperativas de reciclagem.

Coleta de Pilhas e Baterias
Há um depósito especial, exclusivo para o descarte de pilhas e baterias.

Lixo na saída do caixa
Pra quem não tem muito espaço em casa: antes de empacotar suas compras, ali no mercado mesmo, já pode descartar as embalagens. Quando compramos um pack de cerveja ou refrigerante, já podemos descartar o plástico unitizador, por exemplo. Ótima idéia!




Sacolas retornáveis
As sacolas de tecido são uma forma inteligente de evitar o consumo de sacolas plásticas. Elas podem ser bem charmosas, médias ou grandes. O importante é que sejam resistentes e tenham alças bem reforçadas. É uma oportunidade de chamar artesãos ou designers locais para criar coleções bacanas e colocar as sacolas à venda perto do caixa. Também dá pra incluir a logomarca do mercado na sacola, é uma forma simpática de estar presente no dia-a-dia do consumidor.

Conheça a loja verde
, que fica em Indaiatuba/SP, ou veja vídeos sobre a iniciativa.

Prepare-se para o calor

Quem já passou mais de 24 horas trabalhando no verão, oficialmente declarado ou fora de época, sabe como é difícil atravessá-las sem refrescos apropriados. Falemos a verdade: o inverno é bem mais generoso em termos de bebidas para o local de trabalho: café, chá, chimarrão, capuccino...

Sobreviver ao calor requer jogo de cintura. Aqui vão algumas das soluções adotadas pelo pessoal da Aldeia:

1. Chá gelado
É tão óbvio que parece sem-graça. A versão gelada do chá encontra versões mais frutadas, disponíveis no supermercado. Quer ser mais ecologicamente correto? Faça seu próprio chá gelado e mande as embalagens plásticas descartáveis para o espaço. Basta escolher o chá de sua preferência, fervê-lo e deixar esfriar. Após adquirir a temperatura ambiente, coloque-o na geladeira por algumas horas. Na hora de servir, não se reprima: umas rodelas de limão ou laranja dão o toque final à alegria da sua tarde. Dica de produtividade: compartilhe chá com os colegas e reveze a responsabilidade diária de fazê-lo.

2. Sucos
Um pouco mais desafiador que o chá gelado, um bom suco natural requer preparo e algum espaço para sua confecção. Uma dica é comprar suco natural do supermercado. É um pouco caro e menos fresco do que o feito na hora mas, ainda assim, é uma solução mais saudável do que o suco de caixinha. Experimente trazer o suco de casa. O rodízio entre colegas também se aplica.

3. Tereré
Uma alternativa mais exótica e refrescante que o chimarrão é o tereré. A bebida é a versão paraguaia do mate gaúcho, mas com água gelada. No Brasil, é comum misturar um pouco de suco de limão e muito gelo à água guardada na garrafa térmica. A bebida é o estimulante preferido nos ambientes de trabalho paraguaios, competindo diretamente com o café. Se você superar o estigma de "herege" dentre seus colegas de trabalho gaúchos, vale a pena experimentar. Somente um membro paranaense da equipe tentou.

4. Água
Inodora, incolor. O corpinho funciona melhor quando bem hidratado. E água é a coisa que a gente absorve e usa mais rápido do que qualquer outro líquido ingerido.

5. PLP
Nada natural, nada saudável... o Poderoso Líquido Preto! É, coca-cola mesmo. Não tem jeito, é preferência, é gostoso.

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Sábado gelado de meados de junho, festa junina da Aldeia. Chego no meio da tarde, pronta para fazer molho de cachorro-quente e descascar milho-verde até caírem os dedos.


Abro a porta da Aldeia e dou de cara com dois olhos enormes, mais apavorados que os meus. Uma gata desavisada entrou durante a faxina do sábado e tentava a todo custo sair. Foi a primeira vez que eu a vi. Com alguma delicadeza, convenci a bichana a se retirar e tive a idéia de dar um pedacinho de pão como prêmio de consolação. Brilhante, Melissa. Ela nunca mais saiu da nossa porta.


Algumas semanas se passaram e a visitante continuava postada no capacho de entrada. Penalizadas, a Li, a Va e a Inês resolveram alimentar a bichinha. "Não faz isso que ela se afeiçoa", diziam Môca e Tati, avessas a felinos de toda espécie.

À medida em que a comida se tornava mais freqüente e garantida, a gata ganhava confiança e passeava incógnita pela Aldeia. O Fabs é fornecedor exclusivo de ração (ele rouba dos seus cães!). Até a peste se empolgar e cravar as unhas na perna do Ben, o que lhe garantiu a expulsão imediata do recinto. Pacífica, mas uma expulsão.

Mais um punhado de dias e a criaturinha já tinha nome próprio - Mitza, batizada pela Li. Outras tentativas de rótulos se seguiram: Christie ( "a gata"... heim? Heim?) - pelo Luiz, Uébiquéti - pela Tati, Spam (insistente e não-solicitado) - por quem???, e por aí vai.

Tanta persistência amoleceu os corações mais empedernidos. Até a Tati se dobrou e amornou leite para a bichana. A essa altura, a gata já se enroscava nas pernas dos incautos com quem fazia contato visual.

A gatinha serve até de guarda da galera... desce as escadas, atravessa o portão e acompanha até o carro. Luiz, Gladi e Vitão que o digam. Pode?

Dicas Verdes

Algumas dicas verdes para iniciar o segundo semestre com o pé direito:

Catálogo Sustentável
A ferramenta auxilia indivíduos e organizações a selecionarem produtos e serviços sustentáveis.
Dica do Blog Oficial Gisele Bündchen


Além de resistentes e estilosos, os móveis da Way Basics são 62% mais leves que os normais. 

Minha indireta nada discreta para o pessoal da tele-entrega! :-) Programinha da RTP sobre hábitos alimentares.